Termina greve dos professores da rede estadual

A greve dos professores da rede estadual de ensino chegou ao fim na última sexta-feira, 10. A decisão foi tomada durante assembleia realizada à tarde, em São Paulo, após representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) terem se reunido com o secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, de manhã.

De acordo com a Apeoesp, a reunião com o secretário foi positiva, pois alguns compromissos foram firmados, como:

- Fim da prova anual aplicada aos professores da chamada “categoria F”;

- Fim da prova exigida dos professores da chamada “categoria O”, que já pertencem à rede estadual;

- Direito de atendimento médico pelo Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) aos professores da “categoria O”;

- Concurso público no segundo semestre para professores PEB II;

- Não privatização do Hospital do Servidor Público e do Iamspe;

- Convocação da comissão paritária prevista no artigo 5º da lei complementar nº 1143/11 para discussão da possibilidade de novo reajuste e discussão da implantação paulatina da jornada do piso (no mínimo 1/3 da jornada para preparação de aulas e formação, entre outras atividades extraclasse);

- Convênio em torno de projeto a ser elaborado pela Apeoesp para prevenção e combate à violência nas escolas;

- Discussão do pagamento dos dias parados e retirada das faltas da greve mediante reposição de aulas.

A Apeoesp declarou que ainda que os resultados alcançados não representem o atendimento de todas as reivindicações, o Conselho Estadual de Representantes, realizado após a reunião com o secretário Herman Voorwald, considerou que houve avanços e conquistas e decidiu encaminhar à assembleia a proposta de suspensão da greve, que já vinha perdendo força nas últimas semanas. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, o registro de faltas na última sexta-feira, 10, teve oscilação de somente 1,9% do total de docentes em relação à média diária de ausências de aproximadamente 5%. Assim, a exemplo das últimas três semanas, as aulas foram ministradas regularmente nas escolas estaduais.

Durante a assembleia, da qual cerca de três mil professores participaram, ainda houve princípio de tumulto. O sindicato afirma que grupos minoritários provocaram a situação e que pessoas visivelmente embriagadas e alteradas engrossaram a manifestação. A Apeoesp informou que vai discutir os fatos para poder tomar as providências cabíveis.

A greve dos professores da rede estadual começou no dia 19 de abril. Agora, o professorado manterá, segundo a Apeoesp, o estado de alerta e mobilização para cobrar a efetivação dos compromissos firmados pelo secretário da Educação.

AUMENTO DE 8,1% NOS SALÁRIOS

A Secretaria de Estado da Educação informou que, a partir de julho deste ano, os docentes da rede estadual terão 8,1% de reajuste nos salários, caso a Assembleia Legislativa aprove o projeto de lei complementar encaminhado pelo governo do estado, no dia 17 de abril.

A pasta argumenta ainda que os professores da rede estadual paulista já ganham 33,3% a mais que o piso nacional vigente e passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público.

A respeito da reunião ocorrida entre representantes da Apeoesp e o secretário Herman Voorwald, a assessoria de imprensa da secretaria comunicou que ele acompanhará, no próximo semestre, o comportamento da economia para avaliar com o governo do estado a possibilidade de mais avanços na atual política de valorização dos profissionais da Educação.

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