Hoje, aproveito este espaço da coluna para prestar, antecipadamente, uma homenagem a duas pessoas muito queridas que, no próximo dia 26, quarta-feira, serão os patronos do XXVIII Concurso Estudantil Prêmio Antônio Cestari e Maria Cestari – Professores e Escritores, realizado pela Ases (Associação de Escritores de Bragança Paulista).
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Bastante estimado na cidade, Toninho e Maria, como são conhecidos, são exemplo de companheirismo, dedicação e amor não só na relação de casal, como também com todos que com eles convivem. Na Ases, possuem uma longa caminhada marcada pelas visitas às escolas, recepcionando os convidados em eventos, participando ativamente com suas criações em prosa e verso das publicações da entidade e, para mim, principalmente pela dedicação que tiveram no segmento juvenil que coordenaram, a Ases Jovem, que acompanhei por um tempo, e pelo apoio que me deram, por meio da UBT (União Brasileira de Trovadores – seção Bragança Paulista), cuja presidente abraçou meu projeto para divulgar a ave-símbolo, quando tiveram a iniciativa de contar a história da escolha e a votação da coruja- buraqueira em lindas trovas que iniciam o livro. Para quem ainda não conhece, entre em contato com a UBT, pois o livreto é uma formosura histórica!
Juntando a experiência do matemático professor Antônio Miguel Cestari com a serenidade própria da psicóloga e professora de biologia Maria das Dores de Paiva Cestari e todo o cabedal de experiências vividas, a Ases Jovem teve anos de boas realizações e muitos jovens puderam, com a ajuda deles, ter uma preparação especial para os vestibulares.
Pessoalmente, tenho um grande carinho por esse casal especial que, a cada ano, presenteia a todos com um cartão da “turma toda de escritores”, preparado por eles a partir de uma foto tirada pelo próprio Toninho em nossas reuniões. Os dois participam de todas as iniciativas da Ases e também da UBT, com dedicação e animação únicas que nos motivam a não desistir.
E a receita de hoje é bem antiga por aqui, a preparo há muito tempo. É uma das poucas inventadas por mim e, também por isso, a escolhi para homenageá-los, afinal, não tenho a facilidade de ambos para os versos, mas na cozinha, eu me garanto. Parabéns pela merecida homenagem!
INGREDIENTES
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Recheio:
Comece preparando o recheio para que esfrie totalmente antes de colocar na massa.
- 1 pé de escarola (chicória) fatiada finamente e lavadas (eu deixo um pouco na água e depois escorro antes de refogar)
- 1 cenoura ralada (no ralo tipo palha)
- 1 colher (sopa) de margarina
- Cebola e alho bem picadinhos a gosto
- Sal a gosto
- 1 ovo inteiro
- Meia xícara (chá) de leite de vaca
- 2 colheres (sopa) de queijo ralado
Na panela, coloque a margarina, frite a cebola e o alho e coloque depois a cenoura para dar uma murchada. Depois, junte a escarola escorrida, refogue rapidamente para não murchar demais. Prove o sal, tire do fogo e reserve.
À parte, misture o ovo batido ligeiramente com o leite e o queijo ralado e reserve.
- 1 xícara e meia (chá) de farinha de trigo
- 1 colher (sobremesa) de fermento em pó (royal)
- 1 colher (café) de sal
- 1 colher (café) de açúcar
- 12 colheres (sopa) de leite de vaca
- 8 colheres (sopa) de óleo
- 1 colher (sopa) de margarina
Misture os secos com uma colher, junte a margarina e vá mexendo, juntando o óleo e o leite. Amasse com as mãos até formar uma massa homogênea e macia, e reserve.
Num pirex (uso um retangular de 17x30 cm), espalhe com as mãos ou rolo 2/3 da massa, deixando um pouco para fazer as tranças sobre o recheio. Levante um pouco as bordas todas antes de colocar o recheio. Com um garfo faça furos por toda extensão da massa, inclusive nas laterais, e reserve.
Pegue o recheio e misture nele, já frio, a mistura do ovo com leite e queijo, misturando delicadamente e depois espalhando todo o recheio sobre a massa.
Estique o restante de massa, deixando-a fininha com rolo, e depois corte-a em tiras, dispondo em transversal sobre a escarola, de modo que forme um trançado sem cobrir toda superfície. Leve assar por cerca de 35 a 40 minutos em forno a 180ºC ou até que perceba que o ovo está cozido (talhado). Quente ou fria, é muito gostosa.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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