Passaram-se trinta anos desde a Eco 92 no Rio de Janeiro, dez desde o Acordo de Paris. Muitas coisas avançaram, mas a meta principal – o corte significativo das emissões de gases de efeito estufa – ainda deixa muito a desejar. Como conciliar questões econômicas e ações de preservação ambiental? O binômio produção e preservação ainda não anda de mãos dadas. Em toda parte.
Sabe-se que agora, nesta COP30, metas e objetivos precisam ser debatidos novamente e adaptados (com urgência) aos novos tempos... A tarefa é séria e urgente. Não há mais tempo para discutir. É hora de parar de falar e agir!
A temperatura no Planeta Terra vem subindo mais rápido do que se pensava. Foi-se o tempo de discussões e faltam decisões – agora é preciso implantar ações concretas e congregar todos os parceiros para que realmente a meta aprovada no Acordo de Paris seja cumprida – se é que o índice de 1,5 de corte de emissões de gases de efeito estufa acordado há dez anos já não é insuficiente.
O tema e sua importância, inclusive para o cidadão comum, não é novidade. Pioneira na questão, a TV Cultura, emissora da Fundação Padre Anchieta, comemora os 30 anos do Programa Repórter ECO, que inaugurou essa nova era.
Desde então, o programa jornalístico acompanha passo a passo os avanços e retrocessos da questão ambiental no Brasil e no mundo. Aqui, o desmatamento e a queima de combustíveis fósseis não são novidade. Na pauta das discussões e nas listas dos “tem que”, esses são os pontos mais visíveis na lista das emissões de gases de efeito estufa – nesse ritmo, a floresta amazônica sozinha não dá conta do recado! Isso já se sabe!
Reduzir a emissão de gases de efeito estufa é urgente e vital, mas não é o único tema da COP30. Na pauta, entre outros, a adaptação às mudanças climáticas, o financiamento climático para países em desenvolvimento, tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono, além da preservação de florestas e da biodiversidade, entre muitos outros.
Em que pauta entrará a recente discussão da prospecção de petróleo na bacia da foz do Rio Amazonas?
O Brasil tem potencial no campo do desenvolvimento de energias renováveis. Dependendo das escolhas e dos caminhos escolhidos, dizem especialistas, o Brasil poderia se tornar uma “potência ambiental”, guardiã da “floresta em pé”.
Administrar o frágil equilíbrio entre preservação e produção, no entanto, é a questão... E agora, com a descoberta de petróleo na foz da bacia amazônica, o que fazer? Como resolver as contradições do modelo econômico?
O Brasil é o celeiro do mundo, afirma-se. Sua maior riqueza e desafio é “manter a floresta em pé”. O setor agrícola e outros tipos de ocupação da terra são responsáveis por 62% das emissões de gases de efeito estufa. As emissões provenientes do setor energético, ao contrário do que acontece no resto do mundo, representam apenas 15% das emissões líquidas de gás de efeito estufa, segundo documento apresentado na Conferência. A floresta, a agricultura e a matriz energética (fontes renováveis de energia versus combustíveis fósseis) fazem parte da equação.
Bioenergia, biocombustíveis, biomassa são a chave da transição brasileira para descarbonizar completamente sua matriz energética: uma aliança entre economia e meio ambiente que tem como símbolo a floresta amazônica.
No resto do mundo, o primeiro grande passo seria eliminar as fontes fósseis de geração de energia, segundo estudiosos. “Missão impossível”! Será?

Teresa Montero Otondo
Integrante do Coletivo Socioambiental Bragança Mais
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