Vereadores recebem explicações sobre Programa Mais Médicos

Três médicos do programa atuam na cidade

 

O Programa Mais Médicos foi o assunto debatido na Tribuna Livre da 11ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, na tarde de terça-feira, 15. A médica Priscilla de Oliveira Machado foi convidada a prestar esclarecimentos sobre o programa em Bragança Paulista.

Com a palavra, a médica explicou que o objetivo do programa é levar esses profissionais da saúde a regiões deficitárias, cuja necessidade é imediata diante da alta vulnerabilidade social, IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) baixo e realidades de extrema pobreza. As regiões mais necessitadas no país são a norte e nordeste.

O surgimento do programa ocorreu após prefeitos solicitarem apoio do Ministério da Saúde por terem uma grande demanda na área.

Para participarem do programa, os municípios devem estar de acordo com os pré-requisitos impostos, os quais avaliam a estrutura da cidade, IDH, características da população, quantidade de médicos por habitantes, entre outros.

Já os médicos participantes também passam por um processo seletivo e são formados como “médicos da família”, visando ao atendimento ao público em geral. De acordo com Priscilla, a formação dos médicos em Cuba orienta que eles tenham mais proximidade com os pacientes, o que é um pouco diferente da realidade no Brasil, onde há certo distanciamento entre os profissionais e quem procura pelo serviço de saúde.

Em Bragança Paulista, há três médicos em atuação pelo Mais Médicos, um dos quais é Priscilla. Eles possuem carga horária de 40 horas semanais, das quais 32 horas são voltadas ao exercício do ofício e oito horas à especialização.

Indagada por alguns vereadores, a médica explicou, ainda, que a duração do programa é de três anos, podendo ser prorrogada por mais três, se o profissional desejar. Já a especialização é realizada em um ano e meio, através do sistema EAD (Ensino à Distância) e por meio de aula presencial uma vez ao mês.

A atuação dos profissionais do programa na cidade está dentro do que preconiza o projeto. O ideal, segundo a médica, é “desafogar” outros setores da saúde e hospitais, de modo que não fiquem sobrecarregados.

Por fim, “embora a demanda seja alta, os médicos estão buscando suprir as necessidades da população atendida”, concluiu Priscilla.

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