A violência que diariamente é exibida nos programas televisivos, relatada pelas emissoras de rádio, estampada nas páginas de jornais e publicada na internet, seja em portais de notícias ou em redes sociais, chegou à região de uma forma nunca antes vista.
Moradores de Piracaia passaram por momentos de verdadeiro terror no último sábado. O cenário parecia coisa de cinema, mas infelizmente não se tratava da gravação de nenhum filme, foi a pura e dura realidade, que nos causa sensação de pânico e total insegurança.
Somada à ousadia dos bandidos, é preciso levar em conta a falta de efetivo das Polícias Civil e Militar que acomete a Região Bragantina. A situação é pior nas cidades menores, como a própria Piracaia. Com certa frequência temos acompanhado furtos, tentativas de furtos e assaltos a caixas eletrônicos nesses municípios.
E é um ano propício para discutirmos a situação com o senhor governador e com os candidatos ao governo de São Paulo que vão disputar as Eleições 2014. A realização de concursos por si só não é suficiente como poderão argumentar, já que vários estão em andamento. Muito mais necessária é a valorização dos profissionais, por meio de salários mais justos. Salários que não os obriguem a trabalhar nos dias de folga, fazendo bicos, sejam os legalizados ou não. Salários dignos da profissão que exercem, que motivem as pessoas de bem, e sim, acreditamos que elas ainda são maioria no mundo, a escolherem essa função para defenderem a pátria em que vivem e seus filhos.
Além disso, já está na hora também de se cobrar mais segurança dos próprios bancos. O alvo principal dos bandidos em Piracaia foi o centro da cidade, onde saquearam quatro agências. A impressão que se dá é que esse tipo de ação é realizado com muita facilidade. Será que com tanta tecnologia e com os lucros exorbitantes que os bancos têm não é possível investir mais em segurança? Certamente que a resposta é positiva, falta vontade e até, quem sabe, pressão por parte do poder público que pode exigir que determinadas medidas sejam adotadas para coibir esse tipo de crime.
O estado de violência que se insurge contra o sistema tem de ser combatido, mas não apenas com repressão. A Educação é uma arma infalível na formação de cidadãos de bem. Resta saber até que ponto nossos governantes estão interessados em mudar essa realidade. Mas não se esqueça, caro leitor eleitor, de que nós podemos mudar a realidade deles, nas urnas!
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