A dor do outro é sempre do outro. Essa é a máxima vigente em nossos dias recheados de egoísmo, desconfiança e desamor.
E de fato, é assim, mesmo.
Só não era e não é assim em Jesus.
Para o Deus encarnado a dor do outro sempre foi sua própria, sentida em gemidos lancinantes, na carne, no espírito.
O nazareno se compadecia dos “outros” a quem, misericordiosamente, ousou chamar “próximos”.
Não, Ele não julgava a veracidade da dor do outro, ela a sentia, e se fosse insincera, isso não passava de um mero detalhe, pois seu colo estava sempre disponível para suas crianças crescidas e inseguras, desejosas de um pouco de atenção e cuidado.
E, além do mais, o amor não se dá ao luxo de ter tempo para esse tipo de perda de tempo.
A urgência do amar suplanta o risco da dúvida.
Não, para Jesus, a dor do outro nem sequer pode ser chamada assim, porque é sua própria. Sim, ainda é...
E para aqueles que ainda, receosos, acreditam que Ele está inerte, assentado em nuvens de cansaço, pensando em questões misteriosas e profundas, ah, esses não o conhecem verdadeiramente.
Ele está ativo como sempre, alerta ao menor sinal de fraqueza dos seus amados, Seu amor por nós não o deixa descansar de ser Deus.
E quando, a dor se torna apenas a dor do outro, e eu me deixo entorpecer pelo individualismo doentio, ele a está sentindo. Ele sentiu nossas dores todas, ele as conhece por experiência e não de ouvir falar.
O desafio é então, que o conheçamos da mesma forma, por experimentá-lo e não apenas de ouvir falar. Se em momentos de dor ou de alegria, pouco importa, o que importa é conhecer Aquele que tomou e ainda toma sobre si nossas dores e angústias.
Você não está sozinho em sua dor.
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