Reunião acontece na quinta-feira, 20 A Câmara Municipal realiza, na próxima quinta-feira, 20, audiência pública para discutir a situação do prédio que abrigou o Colégio São Luiz, entre outras instituições. O interesse dos vereadores é discutir o atual estágio das obras, a situação jurídica e a finalidade que será dada ao prédio. A audiência pública foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura, Esporte, Saúde, Saneamento e Assistência Social da Câmara e acontece no plenário da Casa, às 19h. O vereador Quique Brown é o autor do pedido de audiência pública e considera que a restauração do prédio teve um forte apelo popular e, agora, a população terá a possibilidade de discutir o andamento das obras. “No momento, o que está sendo feito é apenas para garantir que o prédio não caia”, afirmou o vereador. Quique Brown ressalta a importância histórica e cultural do prédio que antes de ser um colégio foi um teatro. O Teatro Carlos Gomes, que era particular e surgiu no século XIX, foi o primeiro do interior. Posteriormente, o prédio passou a ser o Colégio São Luiz. “Queremos resguardar a história e conseguir que o local venha a ser um centro cultural, com teatro, cinema, música e outras expressões artísticas”, disse Quique. O Teatro Carlos Gomes foi inaugurado em 1894. A imponência do prédio reflete a riqueza de Bragança Paulista na virada do século 19 para o 20. Com capacidade para cerca de mil pessoas, o Teatro Carlos Gomes recebia companhias regionais, nacionais e internacionais. Com problemas financeiros, os proprietários acabaram fechando o teatro em 1914, duas décadas após a inauguração. Após passar vários anos fechado, um acordo entre a Câmara Municipal e a Diocese de Bragança Paulista possibilitou a transformação do prédio em escola. A conclusão das obras de transformação se deu em 1927. O Colégio São Luiz funcionou até o início dos anos 60. Posteriormente, ainda teve atividades de ensino, abrigando o Colégio Técnico João Carrozzo, que encerrou suas atividades em 2000. Nesse mesmo ano, o prédio foi tombado como patrimônio histórico municipal. Com o avanço da deterioração, a Prefeitura, em 2005, comprou o prédio.
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