Fotos: Shel Almeida
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Cultura

Cia. Malungos do Baque promove Aula-Espetáculo: De África a Bragança no Baque Virado do Maracatu

Neste sábado, dia 10, às 19h, a Cia. Malungos do Baque promove a aula-espetáculo "De África a Bragança no Baque Virado do Maracatu". A apresentação acontece no Teatro Carlos Gomes. Os ingressos, gratuitos, podem ser adquiridos pela plataforma Sympla, por meio do link: bit.ly/AulaEspetaculoMalungos. A segunda sessão será realizada no dia 13 de maio, voltada ao público escolar.

O projeto, premiado pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc) em 2024, tem como objetivo conectar passado e presente, por meio da potência ancestral dos tambores de maracatu, promovendo a cultura afro-brasileira e ampliando o diálogo sobre a negritude na região.

A aula-espetáculo contará com a participação especial dos ogãs do Ilê Candomblé Nação Nagô Mirerê de Bragança Paulista; do poeta e professor de teatro Cassiano Moreira; e da cantora, compositora, violeira, foliã, brincante e pesquisadora das culturas populares, Susana Gianini.

A Cia. Malungos do Baque é um grupo percussivo formado por pessoas de diferentes idades (adultos, jovens e crianças), que estudam e vivenciam a cultura popular e afro-brasileira desde 2011, em Bragança Paulista e região. Em uma trajetória ininterrupta, com 14 anos de atuação, o coletivo desenvolve atividades culturais, artísticas e educativas, oferecendo oficinas gratuitas a todos os interessados.

Além disso, o compromisso do coletivo é reforçar a diversidade cultural do município, especialmente as expressões de matriz africana e afro-brasileira. As principais referências da Cia. Malungos do Baque são as tradicionais nações de maracatu atuantes no estado de Pernambuco, como:

 - Nação Maracatu Leão Coroado (1863)

 - Nação Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu (1824)

 - Nação Maracatu Estrela Brilhante do Recife (1906)

 - Nação Maracatu Porto Rico (1967)

 - Nação Maracatu Raízes de África (1995)

 - Nação Maracatu Encanto do Dendê (1998)

Além do Maracatu de Baque Virado, o grupo também trabalha com outros ritmos da cultura popular, como o Coco de Roda, as Congadas regionais paulistas e os grupos de Jongo do Vale do Paraíba.

O reconhecimento do maracatu como uma expressão profundamente enraizada na formação sociocultural brasileira evidencia-se como instrumento para valorizar a diversidade cultural do país. Além de Pernambuco, especialmente no estado de São Paulo, coletivos como a Cia. Malungos do Baque estudam e mantêm vivo esse ritmo.

O Maracatu de Baque Virado, também chamado de Nação, preserva um vínculo essencial com as raízes africanas, celebrando a ancestralidade por meio da arte e da música, e fortalecendo a identidade cultural afro-brasileira por meio de iniciativas educativas, artísticas e sociais como as promovidas pela Cia. Malungos do Baque.

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