Festividades em comemoração ao dia de Santa Paulina são realizadas

A santa viveu em Bragança Paulista por nove anos

 

Na próxima quarta-feira, 9, é Dia de Santa Paulina. E a programação religiosa em comemoração à data já começou.

Desde o dia 28 de junho até o dia 8 de julho, está sendo celebrada novena e missa na capela do Sr. Bom Jesus dos Passos, na Santa Casa de Misericórdia da cidade, e na Capela da Casa São Luís. Nos dois locais, a celebração começa às 17h.

Momento de oração também acontece na Capela do Asilo São Vicente de Paulo, às 18h30, até o dia 8, terça-feira.

No dia 9, às 9h, haverá procissão, saindo da capela da Santa Casa em direção ao Asilo São Vicente de Paulo (ao lado do Jardim Público), onde, às 10h, será celebrada missa campal presidida pelo bispo Dom Sérgio Aparecido Colombo.

Após a missa, haverá barracas de doces e salgados e almoço italiano com lasanha e macarrão.

SAIBA MAIS

Santa Paulina nasceu na Itália e recebeu o nome de Amabile Lucia Visintainer. Imigrante radicada no Brasil desde os nove anos de idade, Santa Paulina adotou o país como sua pátria e os brasileiros como irmãos.

Ela estabeleceu-se em Santa Catarina e desde pequena ajudava na comunidade que frequentava como paroquiana engajada na vida pastoral e social.

Aos 12 de julho de 1890, com sua amiga Virginia Rosa Nicolodi deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Angela Viviani, em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela mais uma entusiasta de ideal: Teresa Anna Maule.

Em 1894, o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição transferiu-se para a cidade de Nova Trento. Receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos generosos benfeitores: João Valle e Francisco Sgrott, hoje um centro de encontros.

Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas irmãs, superiora geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, filhas de ex-escravos e pobres no Ipiranga, em São Paulo-SP. Recebeu apoio do padre Luiz Maria Rossi e ajuda de benfeitores em especial do conde Dr. José Vicente de Azevedo.

Em 1909, a Congregação cresce nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As irmãs assumem a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs.

Nesse mesmo ano, Santa Paulina é deposta do cargo de superiora geral pela autoridade eclesiástica e é enviada para Bragança Paulista, a fim de cuidar dos doentes e asilados, onde testemunha humildade heroica e amor ao Reino de Deus. Compreendendo que a obra é de Deus e não sua, ela se submete humildemente e permanece por nove anos naquela missão.

Em 1918, Santa Paulina é chamada a viver na sede Geral da Congregação, onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante.

Santa Paulina morreu aos 77 anos, na Casa Geral, em São Paulo, no dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade, pois viveu em grau heroico as virtudes de fé, esperança e caridade.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image