Incidentes com escorpiões estão na média, diz chefe da Vigilância Epidemiológica

De janeiro até julho deste ano, foram registrados 21 casos de picada de escorpião em Bragança Paulista. De acordo com a chefe da Divisão da Vigilância Epidemiológica da cidade, Márcia La Sálvia, que foi entrevistada pelo Jornal Em Dia na manhã de terça-feira, 29, é mais comum que os escorpiões apareçam em meses mais quentes. Ela também afirmou que todos os registros foram de ocorrências leves e que o número não é maior que o de outros anos, está dentro da média.

O vereador Natanael Ananias, chegou a pedir atenção para o tema, ao abordar o assunto em sessão realizada na Câmara Municipal no último dia 22, terça-feira. Conforme informou o vereador, na ocasião, uma criança de um ano e seis meses havia sido picada.

O tipo geralmente encontrado na região é o escorpião-amarelo (tityus serrulatus), comum no estado de São Paulo.

Quando uma pessoa sofre uma picada, a recomendação é que procure um hospital para saber se há a necessidade de tomar soro, que está disponível para as situações mais graves. A instituição de referência da Vigilância Epidemiológica para os casos em Bragança Paulista é o Hospital Universitário São Francisco.

Nos casos mais leves, o que ocorre é uma reação local, que provoca vermelhidão na região afetada.

Se alguém encontrar um escorpião próximo ou dentro de casa, a Vigilância Epidemiológica também pode ser acionada. “Às vezes, a pessoa não tem ideia de como vive o escorpião e onde que ele gosta de se esconder. Então, os agentes já estão treinados para isso, eles vão orientar o cidadão nesse combate”, explicou Márcia.

A chefe da Divisão da Vigilância Epidemiológica também comentou sobre alguns hábitos do animal. “O escorpião costuma ficar escondido a maior parte do ano, porém, como todo animal, ele precisa comer e se acasalar e em alguns momentos ele sairá de seu esconderijo. Ele procura grilos, baratas e outros insetos para se alimentar”, contou.

Lugares com mato no quintal e que possuam restos de material de construção, como madeira, telha, tijolos e blocos são propícios para o surgimento do animal. Construções antigas também favorecem o aumento da população do escorpião.

Para que essa população diminua, Márcia La Sálvia enfatiza a necessidade de a população tomar alguns cuidados, como manter o ambiente limpo, sem lugares onde o escorpião possa se esconder. “O pessoal vai e faz a orientação, mas a gente não vai fazer pelo cidadão. Cada um tem que cuidar, fazer a sua parte”, finaliza.

 

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