Matéria publicada na edição de 31/05/15
Conforme laudo da Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, Beatriz Silva, 27, que teria falecido carbonizada em um suposto acidente ocorrido na Rodovia Fernão Dias, no dia 19 de março deste ano, já estava sem vida quando o carro pegou fogo.
Nessa semana, a Polícia Civil fechou o cerco contra Manoel Vital Carneiro de Souza, 37, marido da vítima e principal suspeito de ter matado a esposa e forjado sua morte.
O delegado seccional José Henrique Ventura informou em entrevista coletiva concedida durante a semana que quando o corpo de Beatriz foi carbonizado, a vítima já estava morta por fratura de base de crânio, ou seja, foi comprovado por meio do resultado do laudo que o acidente na rodovia foi uma simulação, na tentativa de encobrir um homicídio qualificado.
Ventura disse também que Manoel, animador infantil do ramo evangélico que atua como o personagem “Boneco Lilico”, permanece em prisão temporária, porém, o delegado pedirá a alteração para prisão preventiva e ele irá responder por homicídio qualificado.
O ACIDENTE
Beatriz Silva, 27, foi encontrada carbonizada, depois de sofrer um acidente na Rodovia Fernão Dias, por volta de 15h30 de quinta-feira, 19.
De acordo com a versão apresentada por Manoel Vital Carneiro de Souza, marido da vítima, sua esposa conduzia o veículo Idea, preto, placas MFS-4690, de Brusque-SC, no sentido MG-SP e, no Km 23,3, devido à existência de óleo na pista, perdeu o controle de direção, caindo em uma ribanceira.
Manoel informou que Beatriz ficou desacordada e que após tentar retirá-la do automóvel e não conseguir, ele se jogou para fora e o veículo pegou fogo, acabando a mulher por morrer carbonizada.
De acordo com a Polícia Civil, Manoel não sofreu nenhum arranhão, nem teve o corpo chamuscado.
No dia 24, Manoel Vital teve sua prisão temporária decretada após os trabalhos de investigação sobre as causas da morte da vítima tomarem outro rumo, o de que o acidente poderia ter sido planejado.
No dia 9 de abril, as Polícias Civil e Científica realizaram a reconstituição das circunstâncias que levaram à morte de Beatriz no km 23,300 da Rodovia Fernão Dias, local do suposto acidente.
Os trabalhos demoraram cerca de duas horas e o suspeito manteve a versão apresentada em boletim.
Vale lembrar que no dia anterior à morte de Beatriz, ela teria registrado um boletim contra o marido na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) relacionado a problemas com os filhos do casal.
Beatriz deixou dois filhos.
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