O Jornal Em Dia dá continuidade às reportagens que abordam opções voltadas a crianças e jovens na cidade e reúne algumas informações sobre o escotismo. Em Bragança Paulista, há dois grupos escoteiros, o Gebrapa e o Jaguary. A reportagem conversou com a chefe Neusa Maria Beltrame, do Gebrapa, e obteve alguns dados sobre a atividade escoteira.
O fundador do Método Escoteiro foi Robert Stephenson Smyth Baden-Powell. O objetivo é que, por meio do escotismo, os jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades.
Sem vínculos político-partidários, o escotismo trabalha com crianças a partir dos seis anos e meio. A cada etapa da vida, os membros assumem uma nomenclatura no grupo e auxiliam nas atividades propostas.
A chefe Neusa Maria Beltrame explicou que o Gebrapa foi fundado em Bragança Paulista em 2003, portanto, há dez anos. Atualmente, a sede está localizada no prédio redondo, atrás da Câmara Municipal, mas já funcionou na quadra de ensaios da Escola de Samba Dragão Imperial.
O início se deu com aproximadamente 14 pessoas, sendo sete adultos e sete crianças. Hoje, a proporção não é a mesma. São 120 escoteiros no Gebrapa e 85 são crianças.
Cada seção conta com quatro chefes. As seções são divididas por idade: Lobinhos, dos seis anos e meio aos dez anos e meio; Escoteiros, dos dez anos e meio aos treze anos e meio; Seniores ou guias, dos treze anos e meio aos 17 e meio; Pioneiros, dos 17 anos e meio aos 21.
Os Lobinhos geralmente participam de atividades e jogos voltados para a socialização e o entretenimento. A intenção é que eles comecem a desenvolver o comprometimento consigo e com as demais crianças da sua equipe. Além disso, é feito um trabalho para que eles desenvolvam a criatividade, utilizando o livro Mogli, o Menino Lobo.
Quando se tornam escoteiros, os integrantes passam a desenvolver ações voltadas à aventura e eles também começam a ter acesso a um processo simplificado de hierarquia e democracia, organizado e mantido por eles mesmos.
Os seniores ou guias são os que trabalham com desafios. Nesse caso, o esforço físico é maior, exigindo mais cumplicidade e responsabilidade.
Quando os jovens atingem o ramo Pioneiro já estão aptos a servir a comunidade e também as outras seções.
O Gebrapa, de acordo com a chefe Neusa, possui os títulos de utilidade pública municipal e estadual e também o certificado ISO do grupo escoteiro, padrão ouro, por cinco anos consecutivos.
Além das atividades aos sábados, das 14h30 às 18h, a sede do Gebrapa abre as quartas e quintas-feiras, oferecendo aulas de violão e inglês, gratuitamente, a seus membros.
Aos sábados, a primeira atividade que os escoteiros fazem é o hasteamento de bandeiras. Depois, conforme as idades, eles se reúnem nos seus respectivos ramos e cada um deles tem uma programação pré-determinada pelos chefes. O objetivo é trabalhar com os princípios “Faceis” (físico, afetivo, caráter, espiritual, intelectual e social), com atividades atraentes ao ar livre. Ao final do dia, um lanche é servido a todos.
O Gebrapa ainda participa de eventos e campanhas, como do Dia das Crianças, do desfile cívico de 7 de setembro e de arrecadação de leite, agasalhos e alimentos. A cada evento, mais pessoas interessadas procuram o Gebrapa para participar.
De acordo com a chefe Neusa, os Lobinhos participam de acantonamentos, uma espécie de acampamento, mas em locais cercados, como o Posto de Monta. Já a partir dos escoteiros, os acampamentos são realizados ao ar livre, em matas, na Montanha Leite Sol e no Pico do Lopo, por exemplo. Então, os integrantes têm de aprender a fazer fogueira, cozinhar e se abrigar.
No momento, o Gebrapa trabalha com fila de espera para novos escoteiros. Assim, interessados podem comparecer à sede do grupo, aos sábados, e preencher inscrição. Quando surgirem vagas, eles serão contatados. Segundo a chefe Neusa, só há fila de espera porque não há adultos suficientes para tomar conta do grupo. Assim, pessoas dessa faixa etária também são bem-vindas. “Mas tem de ser adultos comprometidos”, destacou a chefe.
Quando a pessoa ingressa para o grupo escoteiro, ela tem 30 dias para adaptação. Depois disso, são cobradas taxas de R$ 54,00 e R$ 25,00 para registro no grupo. Após mais 30 dias, o novo membro começa a pagar mensalidade de R$ 25,00.
“Já conseguimos formar muitos cidadãos de bem”, apontou a chefe Neusa.
Para conhecer mais sobre o Gebrapa, vá até a sede do grupo ou acesse: www.gebrapa.com.br
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