São Lucas 19, 28-40; 23, 1-49
Domingo de Ramos – Ano C – (resumo) Naquele tempo, quando Jesus chegou perto da descida do Monte das Oliveiras, a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto. Todos gritavam: “Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!” – Palavra da salvação.
“Bendito o rei, que vem em nome do Senhor!” Este trecho faz parte do evangelho lido após a bênção dos ramos. Neste Domingo de Ramos inicia-se a Semana Santa. Pelas leituras temos, primeiro, uma previsão do Domingo de Páscoa. Jesus é aclamado e bendito pelo povo que o reconhece como enviado por Deus, sinal de tempo de paz para ele (povo) e glorificação do Senhor: “Paz no céu e glória nas alturas!”
Na hora da missa foi lido o evangelho de São Lucas 23, 1-49, Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo que segue em resumo: Naquele tempo, 1toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos. 3Pilatos o interrogou: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus respondeu, declarando: “Tu o dizes!” (...) Pilatos, 7ao saber que Jesus era Galileu, o mandou a Herodes que naqueles dias estava em Jerusalém. 9Herodes o interrogou, mas Jesus nada lhe respondeu. Então o enviou de volta a Pilatos que disse aos sumos sacerdotes, chefes e ao povo: “Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”. 18Toda a multidão começou a gritar: “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!” (...) 20Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. Mas eles gritavam: “Crucifica-o! Crucifica-o!” (...) E a gritaria deles aumentava sempre mais. 24Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. 25Soltou o homem que eles queriam e entregou Jesus à vontade deles. (...) Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus.
33Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. 34Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!” (...) 39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!” 40Mas o outro o repreendeu, dizendo: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. 42E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reinado”. 43Jesus lhe respondeu: “Em verdade eu te digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso”. 44Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a Terra até as três horas da tarde, pois o Sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, 46e Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isso, expirou. 47O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus dizendo: “De fato! Este homem era justo!” - Palavra da salvação.
“Crucifica-o! Crucifica-o!” No dizer do evangelista o mesmo povo que recebeu Jesus como o Messias, cinco dias antes, pede sua morte, induzido pelos sumos sacerdotes. Este povo se deixa enganar porque desconhece a palavra de Deus. Fica por isso como criança nas mãos dos chefes. A ignorância nos conduz ao erro. Quem o reconheceu como o enviado, agora pede sua morte.
“Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!” Jesus é o Deus do perdão. Mesmo na hora de sua morte humana, ele se lembra de interceder por aqueles que lhe tiram a vida. O perdão pedido atinge a todos que o maltratam, tanto ao povo em geral, como às autoridades judaicas e romanas.
“Em verdade eu te digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Aqui temos para os descrentes a certificação da existência da outra vida. Esta vida não é futura, após a segunda vinda de Jesus, mas é imediata, depois da morte. As palavras são claras: “ainda hoje...”. Não é depois, no futuro, não se precisa ficar esperando, porque Jesus já veio para salvar a humanidade e a salvou. O julgamento será imediato. “Cada ser humano recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento de sua morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se para sempre”(CIC-1022).
“De fato! Este homem era justo!” O povo que devia reconhecer Jesus como o enviado, o Messias, não o reconheceu. O soldado romano que era pagão reconheceu que Jesus era justo. Com quem nos parecemos? Com judeus ou com pagãos? Qualquer um que sejamos devemos crer em Jesus e seguir o seu evangelho, para estarmos tranquilos no dia de nossa prestação de contas.
Paulo Trujillo Moreno é professor licenciado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, formado em Teologia para Leigos pela Diocese de Bragança Paulista e participante das Pastorais Familiar e Litúrgica da Paróquia São Benedito, em Bragança Paulista.
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