O vereador Marcus Valle, mencionando reportagem do jornal O Estado de São Paulo, da edição de sexta-feira, 8, alertou para a possibilidade do colapso do Sistema Cantareira, até 2024, caso não sejam construídas outras represas nos próximos cinco anos.
Marcus contou que atualmente a Represa Jaguari está com menos de 30% de sua capacidade. O Sistema Cantareira, segundo ele, produz 38 mil litros de água por segundo. Desse montante, 33 mil litros são levados por dutos e represas até a Grande São Paulo, abastecendo 8,8 milhões de moradores, e cinco mil litros são liberados para o interior, a fim de abastecer 5,5 mil habitantes.
Exibindo imagens da situação atual da represa, Marcus disse que a reportagem do jornal aponta que é necessário construir mais reservatórios, pelo menos três, nos próximos cinco anos, sob pena de o abastecimento de água ficar comprometido para a Grande São Paulo e também para o interior.
De acordo com a reportagem do Estadão, a construção das três novas represas para abastecer o interior e auxiliar o Sistema Cantareira na produção de água faz parte da proposta apresentada pelo Comitê das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) aprovada no dia 7, e que foi entregue no sábado, 9, à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), órgãos encarregados de dar a renovação da outorga do Cantareira, em agosto de 2014, para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Uma das propostas do comitê, para a nova outorga, de dez anos, é que se estabeleça que, se as represas dos Rios Camanducaia e Jaguari não forem entregues até 2018, a partir daquele ano será aumentada a liberação de água do Cantareira para o interior paulista em mil litros por segundo ao ano, até 2024, volume que seria retirado da cota reservada para a Grande São Paulo.
A Sabesp, conforme diz a matéria, se opôs a esse dispositivo, alegando que não tem de onde tirar a água caso seja reduzido o limite de retirada do sistema, pois 47% da Grande São Paulo dependem dele.
Marcus ressaltou que Bragança e região não recebem nenhuma compensação por gerar água e abastecer a Grande São Paulo, que é sempre priorizada.
“Dez anos, em termos de história, não é nada. Nesse período, está previsto o colapso. Isso realmente é muito grave”, alertou o vereador, propondo que a Câmara se mobilize para tratar dessa questão.
Mais tarde, a vereadora Fabiana Alessandri informou que no dia 25 de novembro a Câmara receberá, na reunião da Comissão de Assuntos Socioeconômicos, Luiz Roberto Moretti, para falar sobre a outorga do Sistema Cantareira.
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