Na tarde de terça-feira, 29, a manifestação dos vereadores foi bastante agitada durante a 13ª Sessão Ordinária da Câmara. Em alguns momentos, os ânimos se exaltaram entre os edis.
Com a palavra, o vereador Antônio Bugalu pediu providências ao Executivo para que as estradas do Araras dos Pereira e Guaripocaba dos Souza sejam arrumadas. Além disso, o vereador abordou a situação intransitável do trevo de Tuiuti nos horários de pico, o que causa muitos acidentes de trânsito. Ele pede que um documento seja enviado ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) requerendo uma solução.
Bugalu pediu, ainda, um posicionamento da vice-prefeita Huguette Theodoro da Silva sobre a escola do Bacci que está pronta para funcionar, mas não possui água e luz.
O vereador José Gabriel Cintra Gonçalves indagou sobre o Orçamento Participativo (OP) que as escolas municipais possuíam, recebendo verbas repassadas da Secretaria da Educação para serem usadas com os professores e alunos. Ele pede que essas verbas voltem a ser encaminhadas às escolas.
Em resposta, o vereador Valdo Rodrigues informou que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo entende que esse recurso, que é enviado às unidades escolares de Bragança Paulista, é uma forma de burlar a lei de licitação.
Gabriel continuou sua palavra abordando o projeto Probem (Programa de Regionalização e Organização de Atenção Básica e Medicamento), apresentado por André Sanches na reunião do Conselho Municipal de Saúde. O projeto visa à regionalização das farmácias, tirando-as dos postos de saúde. Os argumentos que o sustentam são a falta de espaço físico e a falta de RH que, para o vereador, não são válidos, sendo ele desfavorável a esse projeto.
A assistente social da Secretaria de Saúde, Sônia Aparecida Picinato Mazuchelli, também foi alvo de críticas da maioria dos vereadores, inclusive Gabriel. Segundo ele, a servidora não realiza devidamente seu ofício, atende mal os vereadores e a população e realiza atividades supérfluas em horário de expediente. A palavra do vereador Gabriel ganhou força na voz dos demais vereadores que também acusaram a assistente social de abusos cometidos na secretaria.
Durante seu discurso, Jorge Luís Martin tratou sobre um projeto do Ecoa (Espaço Comunitário de Aprendizagem), enviado pela presidente da organização, Eledi Aparecida de Campos Gonçalves, e pediu a busca de fomentos para a execução desse e outros projetos importantes para a cidade.
Jorge também ressaltou sobre a situação do Sistema Cantareira, que deve ser preservado e cuidado, o que não tem ocorrido, para que não falte água para a população.
O vereador Marcus Valle alertou sobre a necessidade urgente de disciplinar o fluxo de caminhões de carga pesada que transitam pela cidade. Ele propõe ao Departamento de Trânsito do município, como solução para o pavimento e para o engarrafamento de trânsito, o controle de horário ou a instalação de balanças.
A compra dos tablets voltou a ser discutida na Câmara por Miguel Lopes, que espera um posicionamento quanto aos R$ 500 mil a mais que serão gastos na compra dos eletrônicos. O vereador ainda questionou a situação que vem acontecendo há um bom tempo de descaso e abuso com os moradores do CDHU. Segundo informações relatadas a ele, são cobradas altas taxas dos moradores, que não encontram o síndico para a resolução dos problemas. Atualmente, o responsável pelo bairro, segundo Miguel, é o secretário de Cultura e Turismo, Noy Camilo. Foi encaminhado ao secretário de Obras um pedido de vistoria nos prédios para ver como está a infraestrutura. A insatisfação dos moradores do CDHU é geral e constante. Miguel Lopes pediu ao prefeito que marque uma reunião com os moradores para ouvi-los e atender suas reais necessidades.
Durante a apresentação de vídeo, o vereador Miguel Lopes exibiu imagens de um imóvel construído no CDHU e pediu informações sobre uma ação demolitória que foi movida contra o secretário Noy Camilo, que supostamente é o responsável pela construção.
O vereador Natanael Ananias pediu pelo aumento no número de linhas de ônibus que passam pelo Jardim Águas Claras e pela recuperação da Estrada Sérgio Alessandri, no Berbari.
A vereadora Fabiana Alessandri exibiu um depoimento de um agricultor e apelou ao prefeito Fernão Dias da Silva Leme que seja destinada uma área para o recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos dos produtores rurais.
A vereadora Gislene Cristiane Bueno falou sobre a situação dos moradores de rua e cobrou do prefeito o efetivo funcionamento do Centro Pop. Ela também pediu policiamento preventivo na região do Agudo e que haja corte de mato e limpeza de terrenos baldios, pois animais peçonhentos têm se multiplicado por toda a cidade, inclusive, escorpiões.
O vereador Juzemildo Albino da Silva contou que a greve dos servidores municipais havia chegado ao fim e destacou que a participação, apesar de não poder ser mensurada em números exatos, foi na grande maioria de funcionários da Educação. Ele observou que algumas escolas não receberam alunos, nessa terça-feira, mas que os funcionários estavam no interior do imóvel, ou seja, não participaram da greve. Em resposta ao vereador José Gabriel, Juzemildo disse que entrou em contato com a enfermeira do posto de saúde da Planejada II e que ela informou que não estavam faltando remédios naquela unidade.
Já o vereador Valdo Rodrigues afirmou que não está difícil a função de líder do prefeito porque além de ser “uma grande escola para quem gosta de estudar” ele acredita muito na atual administração. Sobre a questão do emprego, Valdo disse que o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) de Bragança Paulista tem 80 vagas disponíveis, mas que a dificuldade é encontrar profissionais capacitados. O líder falou também sobre os moradores de rua, afirmando que a atual gestão realmente está fazendo algo por eles, diferentemente de gestões anteriores, que apenas “despejavam” essas pessoas em outras cidades.
A sessão foi encerrada por volta das 19h40.
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