Nosso trabalho é feito a duras penas e seria impossível de ser realizado sem a ajuda de voluntários. Até mesmo os funcionários acabam fazendo uma parte de seu trabalho em regime voluntário, do contrário, seria inviável.
No abrigo, temos dois voluntários especiais que muita gente conhece: Dadá e Zé Bilu. Isso mesmo, os dois cães que ficam soltos no pátio. Nem eles ficam alheios à quantidade de trabalho que existe por lá. São os nossos tocadores de cães.
Descobrimos isso sem querer. Certo dia, a Cris entrou na maternidade para fotografar as mães com os filhotes. E, como os portões são sempre complicados, a turma acabou escapando e saiu pelo pátio a correr e explorar o novo espaço.
Desespero! Quem pegar primeiro? Mas, aos poucos, as mamães vinham se achegando com a cabeça baixa e as mamas cheias balangando como sinos. Dadá e Zé Bilu estavam cercando as cachorras e tocando-as em direção ao canil. Foi tudo tão rápido e silencioso que nem notamos! Quando a Cris nos contou ficamos surpresos e passamos a observá-los.
A duplinha não faz por menos, está sempre alerta. São gentis com os cães, apenas os cercam e dão pequenos toquinhos com o focinho para empurrá-los na direção certa. Zé Bilu é pequeno e ligeiro. Dadá é gordão e mais lento, tem problemas na coluna e corre aos pulinhos, pois teve uma parte da pata amputada por causa de uma briga com um pitbull do abrigo que escapou. Foi acidente de trabalho, agora sabemos!
Quando esses eventos acontecem, paro de correr atrás dos cães e fico a observá-los maravilhada. Eles simplesmente se uniram em grande sintonia, sem qualquer treinamento, e assumiram uma tarefa. Como todo grande voluntário!
Márcia Davanso, fundadora
e presidente voluntária
Faros d’Ajuda
Associação de Proteção aos Animais
farosdajuda@farosdajuda.org
www.farosdajuda.org
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