sm (ár qibâD) 1 Móvel para pendurar chapéu, roupa etc.; estoqueira. 2 Dispo-sitivo de arame, plástico ou madeira, onde se pendura roupa. 3 Náut Armação fixa portátil, com casas e braços, nos quais se introduzem ou penduram armas, instrumentos, correames. 4 Reg (Sul) Cavalo muito magro. C. de empregos: indivíduo que acumula vários empregos (disponível em michaelis.uol.com.br).
COMO NUM BAILE DE CARNAVAL
Nem o inocente dispositivo de arame, plástico ou madeira onde se pendura roupa escapa das garras malignas da política, na qual tudo se distorce, tudo ganha outro significado, onde “ninguém é de ninguém”, como num baile de carnaval, onde quem dança, de verdade, somos nós.
120 FUNCIONÁRIOS E QUANTOS SEGREDOS?
Entre demissões e reenquadramentos com diminuição de salários, a conta deve estar na casa dos mais de 120 funcionários. Falta de dinheiro? Falta de planejamento? O povo não pagou os impostos? O que importa, se isso sempre foi assim? No apagar das luzes de uma administração sempre tem gente sobrando. Até quando vamos achar isso normal? Se foi possível demitir 70 servidores de uma só vez, é porque tinha gente sobrando (e agora dinheiro faltando) na Prefeitura.
DIA DO SERVIDOR PÚBLICO
Quando chegou ao Brasil, em 1808, a família real portuguesa já deve ter trazido o seu “cordão de puxas-sacos importado da Europa”. Se contarmos assim, já são mais de duzentos anos de funcionalismo público no País. Passou monarquia, independência, república, ditadura e lá eles sempre estiveram, os servidores públicos. É por isso que, em 1943, Getúlio Vargas determinou o dia 28 de outubro como o Dia do Funcionário Público (que a partir de 1990 foi denominado Servidor Público). Para aqueles que têm um cargo público e trabalham de verdade pelo Município, Estado ou País, parabéns!
E AS LUZES DE NATAL?
Por incrível que pareça, tem mais gente preocupada com a possível falta dos enfeites natalinos do que com a situação financeira e com o “cabidão” na Prefeitura. Gente!
QUE NÃO COMECEM AS NEGOCIATAS
Neste período pós-eleitoral os favores políticos costumam começar a ser pagos. Esse já seria um ótimo momento pra mostrar que realmente o governo do PT pode ser diferente aqui na Terra da Linguiça. Várias demissões? Que tal aproveitar e não contratar mais? Pela redução dos cargos de confiança na Prefeitura! Alô, Fernão!
RECUPERAÇÃO FISCAL
Semana passada foi instituído pela Prefeitura o Programa de Recuperação Fiscal, mais conhecido como Refis Municipal. Em épocas de vacas magérrimas e verbas minguadas, nada melhor do que tentar negociar dívidas antigas. Pra quem pagar à vista, o desconto das multas e juros é de 100%. A medida acaba sendo um tiro no pé, afinal, muita gente deixa de pagar em dia pra depois pagar desse jeito. Daí todo ano é a mesma choradeira no Palácio Santo Agostinho: “estamos sem dinheiro porque o povo não está pagando os impostos em dia”. Melhor seria estudar maneiras que incentivassem e premiassem os bons pagadores.
TRABALHAR OU DEBATER?
A Câmara Municipal realizou na semana passada uma audiência pública pra discutir com a população o Orçamento Municipal. Legal, né? Não às 9h da manhã de uma segunda-feira! A ideia era ouvir sugestões do povo para fazer emendas no Orçamento? Então, nobres edis, tal reunião deveria ter acontecido à noite, já que o pobre povo bragantino tem que trabalhar. E depois eles ainda “reclamam” que ninguém comparece às audiências.
XÔ, PROPAGANDA ELEITORAL
Quem nunca viu muros pintados pelos bairros de Bragança ainda com nomes e números de velhos políticos de eleições do milênio passado? Pois é, mas o TSE determinou que as propagandas eleitorais dessas eleições devem ser retiradas das ruas até o dia 6 de novembro (mesma data das prestações de contas). Quem não cumprir a determinação pode ser multado e sofrer outras punições.
ALMA LAVADA
Não me iludo. De que adianta ficar comemorando a condenação de menos de meia dúzia de corruptos? Quando o assunto é democracia, vivemos no mundo das ilusões. Desde quando? Desde sempre. Enquanto aceitarmos as campanhas milionárias, as pessoas sendo pagas pra balançar bandeiras nas ruas, candidatos enchendo o tanque de quem adesiva o carro, santinhos derrubando cidadãos nas ruas, não sairemos deste buraco e não taparemos o rombo por onde jorra o nosso dinheiro todos os dias. A Veja “comemora” a condenação do José Dirceu e Genoíno, dizendo que estamos “com a alma lavada”. Eu não me sinto assim.
ELE JÁ PENSOU EM SER NOSSO VICE?
Na parte bem-humorada de sua coluna, Marcus Valle associou minha candidatura ao filme “À espera de um milagre”. Um baita filme, diga-se de passagem. Quem o assistiu deve lembrar que o “milagre” do filme demora, mas acontece!
PRA FINALIZAR
“Existem momentos na vida da gente, nos quais as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las, elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.”
(Sigmund Freud)
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