A Ases (Associação de Escritores de Bragança Paulista) e o Tiro de Guerra promoveram, na noite de segunda-feira, 12, uma cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores do XVIII Concurso Estudantil Prêmio Professora Leda Montanari Leme e II Concurso Duque de Caxias.
Cerca de 500 alunos das redes pública e particular de ensino de Bragança Paulista participaram do concurso, que abordou o tema “Exército Brasileiro sempre em ação: Braço Forte – Mão amiga”.
O evento aconteceu na sede do Tiro de Guerra 02-009, localizado no Matadouro. Na primeira parte da cerimônia, houve uma apresentação dos atiradores, no pátio do TG.
Em seguida, todos se acomodaram no salão e a Mesa de Honra foi formada, estando composta por: Apparecida Moreira Pereira, presidente da Ases; Mário Antônio Ramos Antunes, general de Brigada do Exército; subtenente Antônio Maria da Silva Alves, chefe de instrução do TG 02-009; Lúcia Inês Ribas de Souza Siqueira, presidente da Fesb (Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista); Huguette da Silva Theodoro, vice-prefeita eleita para o mandato de 2013 a 2016; Écio Naves Duarte, diretor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF-SP); Jorge Luís Martin, vereador eleito na última eleição, que representou o Gebrapa (Grupo de Escoteiros de Bragança Paulista); Arlene Montanari, filha da homenageada no concurso, Leda Montanari Leme; e Luís Caetano de Moura, expedicionário.
Após a execução do Hino Nacional, a presidente da Ases, Apparecida Moreira Pereira, discursou, explicando que a associação realiza o concurso estudantil uma vez por ano e que a parceria com o Tiro de Guerra valorizou ainda mais o evento. Ela agradeceu às empresas que apoiaram o concurso, aos colegas da Ases, à comissão julgadora, aos que digitaram os textos para a realização da antologia e também aos artistas plásticos que julgaram os desenhos.
Apparecida disse ainda que a comissão julgadora lê os textos sem saber quem são os autores. “Nossos concursos são considerados de grande confiabilidade”, esclareceu.
Por fim, ela usou trechos dos melhores trabalhos vencedores para falar do Tiro de Guerra.
A vice-prefeita eleita, Huguette da Silva Theodoro, afirmou que a homenageada, Leda Montanari Leme, era muito querida e deixou muitas saudades. “Ela mostrou que é possível fazer algo por nossas crianças”, declarou.
Professora há muitos anos, Huguette parabenizou a Ases pela iniciativa de realizar o concurso, alimentando nas crianças e adolescentes a vontade de desenvolver competências e contribuindo para a formação de cidadãos críticos e conscientes. Ela considerou ainda que a união entre a Ases e o Tiro de Guerra dificilmente passou pela cabeça das pessoas e que o tema escolhido foi um verdadeiro desafio para os alunos. “Temos tesouros em nossas mãos, precisamos lapidá-los”, finalizou Huguette, diante de uma plateia composta por muitos professores e diretores de escolas, além de pais e alunos.
O vereador eleito Jorge Luís Martin afirmou que as crianças são mesmo o maior tesouro que existe no mundo. Representando o Gebrapa, ele cumprimentou a Ases e o Tiro de Guerra pela realização do concurso.
Arlene Montanari considerou que a homenagem à sua mãe foi justa e merecida. Citando algumas das realizações de Dona Leda, Arlene contou que ela teve dez filhos, escreveu três livros e que, após se aposentar, ingressou na faculdade de terceira idade e foi aprender a falar inglês. Assim, ela encorajou os alunos que não foram selecionados no concurso, motivando-os a não desistir, pois sempre haverá uma segunda ou terceira chance. “Sempre é tempo de lutar pelo que se quer”, concluiu.
O subtenente Antônio Maria da Silva Alves, chefe de instrução do TG 02-009, contou que em 2011 o Tiro de Guerra realizou o primeiro concurso estudantil e que na oportunidade foi pedido apoio a Ases para a correção dos trabalhos. Segundo ele, foi então que nasceu a ideia da parceria entre as instituições, a qual foi concretizada com o concurso deste ano.
O subtenente Silva Alves disse que foi a diretoria da Ases que sugeriu o tema do concurso e ele ficou com a difícil tarefa de prefaciar a antologia, que reúne todas as obras vencedoras. “Por isso, me sinto duplamente orgulhoso, por pertencer ao Tiro de Guerra e por eternizar minhas palavras no prefácio da antologia”, declarou.
Antônio Maria ainda aconselhou aos alunos presentes que permaneçam sempre estudando e voltados aos interesses do país.
Mário Antônio Ramos Antunes, general de Brigada do Exército, afirmou que o Exército é o braço forte e a mão amiga da população, mas que o mais importante é que ele é uma grande família, unida e coesa.
Ele observou, então, que quando os portugueses vieram para o Brasil, trouxeram soldados e religiosos, ambos portando livros. “A nação brasileira nasceu com esses três instrumentos. Espero que essa união prossiga, especialmente entre a espada, que somos nós, o Tiro de Guerra, e o livro”, disse.
Por fim, ele contou que foi surpreendido por seu amigo, o subtenente Silva Alves, ao ser indicado para discursar na cerimônia, e desejou felicidades a todos.
Henriette Effenberger, diretora financeira da Ases, ficou encarregada de ler a biografia de Leda Montanari Leme. Porém, contando que ela já constava na antologia publicada, deu seu depoimento pessoal sobre a homenageada. De acordo com Henriette, Dona Leda deixava os filhos com sua mãe, no parquinho da Estrada de Ferro, para poder lecionar. Por ver a necessidade das mães que precisavam trabalhar e não tinha com quem deixar seus filhos, Dona Leda fundou, mais tarde, a Comunidade Sorriso, a primeira creche que atendia crianças nessa situação.
A homenageada também atuou de forma voluntária no Fórum, atendendo famílias desestruturadas. “Foi muito grande o legado de Leda. Mas o que mais marcou foi sua inesgotável esperança no ser humano e sua contagiante alegria de viver”, finalizou Henriette emocionada.
A presidente da Ases, Apparecida, então, entregou um troféu da associação à filha de Dona Leda, Arlene.
Em seguida, Antônio Miguel Cestari entregou uma placa ao subtenente Silva Alves, em agradecimento às ações do Tiro de Guerra.
Então, deu-se início à entrega dos certificados e antologias aos alunos vencedores. Um a um, os alunos foram chamados e, juntamente a suas professoras, recebiam os prêmios. Alunos da primeira e segunda séries do Ensino Fundamental concorreram na categoria Desenho e os demais (da terceira série do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio) na categoria Texto.
O brilho nos olhinhos dos premiados era visível e contagiante, desde os mais novos, que iam saltitando receber seus certificados, até os adolescentes, que também não esconderam sua alegria.
Após a entrega de todos os certificados e demais premiações, houve a execução da Canção do Exército.
A Ases agradece especialmente à escritora Marina Gomes de Souza Valente, coordenadora do concurso.
Este ano, ainda houve a entrega de um tablet ao melhor desenho e ao melhor texto do ensino fudamental, e um note-book ao melhor texto do ensino médio e da categoria professor.
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