Este foi o nome com que batizei uma receita que encontrei, com letra da minha mãe, de um tempo em que “xícara” se escrevia com “ch”.
Talvez tenha sido esse detalhe que me fez separar a folha, já desgastada pelo tempo, que estava guardada na caixa junto das outras em que anotamos em papéis avulsos e nunca temos tempo de passar para o caderno (tenho certeza de que muitas leitoras têm essa caixa também).
E no final de tarde da quinta-feira chuvosa, resolvi testar usando os dois pãezinhos amanhecidos que tinha (fiz meia receita e rendeu uma assadeira tipo fulgor) e o resultado foi bem interessante. Como não tinha nome, resolvi batizar com a referência mais próxima que eu tinha, de uma rabanada bem mais rápida e menos calórica, talvez nem tão gostosa como aquela tradicional, encharcada no óleo, mas que cumpriu seu papel de adoçar nossa tarde. E quem provou, gostou.
Uma boa pedida para usar os pães amanhecidos e, caso não tenha o coco ralado no momento ou não goste de sentir aqueles pedacinhos que insistem em continuar na boca, pode fazer sem, pois não agrega muito à receita.

INGREDIENTES E MODO DE PREPARO
4 pães amanhecidos em fatias de dois centímetros (como cortei fino, um pão rendeu 8 fatias, mas pode fazer umas 6 fatias para ficarem um pouco mais grossas)
– Passe manteiga ou margarina nos dois lados de todas as fatias e vá colocando lado a lado na assadeira.
– No liquidificador, coloque:
– 3 xícaras (chá) de leite de vaca
– 4 ovos inteiros
– 1 xícara (chá) de açúcar
– 4 colheres (sopa) de coco ralado
– Canela em pó para polvilhar
– Bata os ingredientes, exceto a canela em pó, por cerca de um minuto. Espalhe o creme sobre todas as fatias ajeitadas lado a lado na assadeira. Deixe descansar por 15 minutos.
– Enquanto isso, aqueça o forno a 180ºC.
– Depois dos quinze minutos, os pães já absorveram parte do líquido. Polvilhe canela em pó a gosto e leve ao forno por cerca de 25 minutos ou até perceber que as bordas estão amareladas e o centro cozido sem ressecar.
Espere esfriar e corte em quadradinhos.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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