02 de abril de 2026
(11) 4033-8383 - (11) 9.7417-6403 -
Política

Vereadores de Vargem abrem CEI para investigar atos do prefeito Aldo Moysés

Os vereadores do município de Vargem decidiram abrir uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar denúncias contra o prefeito Aldo Francelino Moysés.

Onze pessoas apresentaram à Câmara vargense três denúncias que colocariam em risco o mandato de Aldo. As acusações são de que a folha de pagamento da Prefeitura estaria estourada, de que um terreno teria sido doado de forma ilegal para a Sabesp e de que a Prefeitura estaria fazendo compra ilegal de combustível.

O Jornal Em Dia conversou, na tarde de sexta-feira, 20, com o advogado Jocimar Bueno do Prado, conhecido como J. Malon, que não é o responsável pelo caso, mas passou algumas informações.

De acordo com ele, a denúncia de compra ilegal de combustível não foi aceita pela Câmara. Malon explicou que em Vargem há apenas dois postos de gasolina e que eles não participam de licitações quando elas são abertas pela Prefeitura. Assim, o município acaba tendo de realizar as compras de forma direta.

Quanto à denúncia de doação de terreno à Sabesp, o advogado contou que se trata de um imóvel de 21 mil m2 que foi adquirido pela Prefeitura de Vargem no mandato passado. O dinheiro usado para a compra seria do setor da Educação. Porém, de acordo com Malon, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo não aceitou a declaração do investimento na área. Mesmo assim, os denunciantes alegam que o terreno pertence à Educação e não poderia ter sido repassado à Sabesp, ainda mais sem a autorização da Câmara.

Malon acrescentou que Aldo não doou o imóvel, mas sim, fez uma permissão de uso a título precário. De acordo com ele, tal medida não precisa da autorização do Legislativo, pois é feita por meio de decreto.

Além disso, Vargem precisava de um reservatório de água maior, já que quando o fluxo de pessoas aumentava, o município enfrentava o problema da falta de água.

Outra denúncia seria de que a folha de pagamento da Prefeitura estaria estourada. Malon afirmou que a informação procede, mas que o fato não se deve a aumento no número de funcionários, seja concursados ou comissionados. De acordo com ele, os salários sofreram reajuste e, também, houve diminuição nos repasses do Fundo de participação dos Municípios (FPM), o que consequentemente diminuiu a arrecadação de Vargem.

Diante das denúncias, os vereadores vargenses resolveram abrir a CEI. Foram designados como membros da comissão os vereadores: Antônio Rogério Rossi (DEM), José Luís de Paula Camanaducci (PMDB) e Silas Marques da Rosa (PSD).

Na quinta-feira, 19, foi protocolada na Câmara de Vargem a defesa do prefeito Aldo, que será analisada pelos integrantes da comissão. Caso as dúvidas sejam sanadas de imediato, eles poderão elaborar o relatório e concluir a CEI. Mas, se decidiram colher mais informações, poderão intimar todas as partes envolvidas, como os denunciantes, funcionários da Sabesp e o próprio prefeito.

O prazo para apresentação do relatório da comissão é de 90 dias. Esse documento será apresentado em plenário para todos os vereadores, que decidirão sobre o futuro do prefeito Aldo Moysés.

VICE CASSADO

No ano passado, o vice-prefeito de Vargem, Rafael Ferreira da Silva, foi cassado pela Câmara após a realização de CEI. O motivo da cassação foi a ausência de domicílio no município.

Assim, numa eventual cassação do atual prefeito, a cidade ficaria sob o comando do presidente da Câmara até a realização de novas eleições.


© 2026 Jornal em Dia

Contate pelo WhatsApp