Um legume superversátil e que gostamos muito por aqui é a berinjela, que teve hoje um dia especial na minha cozinha, pois preparei não somente a Caponata, uma mistura de sabores supersimples de fazer, que pode ser tanto o lanche como a entrada de uma refeição (e tem a vantagem de ficar mais saborosa ficando em geladeira); como um patê de berinjela, eleito pelos meus colegas da Associação dos Escritores como o patê da Ases, pois não podia faltar nos lanches pós-reunião na entidade.
Para quem não sabe, a berinjela, mesmo quando perde o brilho ou murcha a casca, dando a impressão de não servir para uso, continua excelente para diversos tipos de preparo; não só os que citei aqui como para a saborosa lasanha de berinjela. É só descartar a casca (o que deixa o legume inclusive menos ácido) e ela está pronta para ser aproveitada. Então, fica a dica para evitar desperdício de alimentos neste tempo em que cada centavo conta nas despesas com hortifruti.
Por hoje, a receita da Caponata e, em outra oportunidade, trarei o patê de berinjela.
3 berinjelas grandes com casca (ou sem) cortada em cubos
– 2 cebolas médias em pétalas finas
– 3 tomates sem pele picadinhos
– 1 pimentão amarelo pequeno
– 1 pimentão vermelho pequeno
– Azeite (cerca de uma xícara de café)
– Sal a gosto
– Orégano a gosto
– Um punhado de nozes picadinhas
– Um punhado de uvas passas
Misture todos os ingredientes numa travessa e, se precisar, junte um pouco mais de azeite ou de óleo.
Passe a mistura para uma assadeira ou pirex, cubra com papel alumínio e leve assar até os ingredientes cozinharem. Depois de cerca de uns 15 a 20 minutos, retire o papel alumínio para tostar, volte ao forno por mais uns 10 minutos e deixe esfriar dentro do próprio forno.
Passe tudo para uma tigela e depois de frio leve à geladeira.
Sirva com pão ou como salada numa refeição trivial.

Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
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