14 de abril de 2026
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Categoria: Sub-Versão

O inseto

Publicado em 14 de novembro de 2025 por Ana Raquel Fernandes

Imperceptível, mas não haveria mesmo de chamar a atenção. Era uma reunião de escritores, afinal. Escritores demandando sobre questões práticas e importantes. Havia um evento a ser organizado, outro, do qual participariam ou não. Escrever demanda tempo, dedicação, alma. Discutir burocracias… Ah, isso demanda muita atenção e paciência. E por que especialmente naquela noite não […]

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Morro, do verbo morrer

Publicado em 31 de outubro de 2025 por Ana Raquel Fernandes

O morro acorda cedo. Os muitos sons denunciam que a vida segue sendo vida, independentemente do cenário. Um cara funcionando a moto pra sair, a criança chorando a despedida da mãe – vai ficar com a vizinha pra ela ir trabalhar. O outro trocando o gás, que sempre acaba nas horas mais inoportunas, logo quando […]

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Sigamos!

Publicado em 17 de outubro de 2025 por Ana Raquel Fernandes

“Me movo como educador, porque, primeiro, me movo como gente”. Paulo Freire          Quando pisei pela primeira vez o solo sagrado da sala de aula, nem ao menos o reconhecia assim. Era só uma menina de 21 anos e algumas idealizações. Não conhecia as regras do jogo, as burocracias burras do sistema, nem mesmo a […]

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Se Jesus fosse menino, e um menino palestino!

Publicado em 11 de outubro de 2025 por Ana Raquel Fernandes

Se Jesus fosse menino, Eu certamente me deixaria cativar por seu risinho doce E seus olhinhos espertos, Ansiosos por desvendar o mundo E as possibilidades da Vida com que seu Pai lhe agraciou. E brincaríamos juntos, com a inocência de quem, Em si, não reconhece valor algum, Mas todo mérito atribui ao Pai. E passaríamos […]

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Primavera

Publicado em 3 de outubro de 2025 por Ana Raquel Fernandes

“Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros. É feia.    Mas […]

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Ele sabe

Publicado em 12 de setembro de 2025 por Ana Raquel Fernandes

Saía do médico, em pleno domingo, ainda um pouco anestesiada pela dose intravenosa de Tramal, quando ouvi de um senhor, que, aparentemente tentava consolar outro: “Ele sabe de todas as coisas”. E pensei, sim, Ele sabe mesmo, eu não. Eu não sei de quase nada e ainda questiono o pouco que sei. Não sei nada […]

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Rês

Publicado em 29 de agosto de 2025 por Ana Raquel Fernandes

Menino criado na igreja, houve um tempo em que almejara o celibato. Uma vida devotada a Deus era-lhe mais convidativa que uma entregue ao hedonismo do mundo. Inserido no mundo, João não se via nele, buscava viver uma espécie de vida à parte, sisuda, correta, de bem.  A infância marcada pela reclusão imposta pela mãe. […]

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Do lixo de que somos feitos

Publicado em 15 de agosto de 2025 por Ana Raquel Fernandes

Ainda me lembro com saudosismo a reação de meu sobrinho, quando ainda nenê, toda vez que ouvia ao longe o caminhão da coleta de lixo se aproximando. “Ti- ti! Ti-ti!”, assim ele reverenciava os amados “titios” da coleta de lixo. E ai de nós se imediatamente não o carregássemos até a rua para que pudesse […]

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Pai

Publicado em 9 de agosto de 2025 por Ana Raquel Fernandes

Quando pequeno, não compreendia ao certo a altivez daquele homem simples, nem o porquê de franzir a testa sempre que lhe dava uma ordem ou o repreendia por algum motivo. Sim, ele o repreendia. Sempre sério, sisudo, só se permitia a leveza do riso quando ele, travesso como era, fazia alguma gracinha adoravelmente irresistível. E […]

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No dia do escritor…

Publicado em 25 de julho de 2025 por Ana Raquel Fernandes

Desde criança imaginava histórias e tecia críticas, nem sempre plausíveis. Enxergava o mundo sob uma ótica diferente. Mesmo na dor, encontrava alguma beleza. Mesmo na revolta, sempre um tanto de ternura. Escrevia poemas, porque era preciso e sem qualquer outra motivação. Passou a escrever crônicas, porque nosso tempo pedia registros um tanto quanto mais sensíveis […]

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