Celebremos!
Celebremos
O Natal dos miseráveis,
O mais significante de todos,
Por semelhante ao primeiro.
Eles que revestem o corpo esquelético com trapos,
Eles, para quem não há lugar que lhes seja digno ou confortável
Dentro desta sociedade regida pelo mal.
Pequenos, insignificantes, aos olhos da grande massa ensoberbecida …
Não esperam presentes,
Nem tão pouco, fartura à mesa.
Apenas assistem moribundos a este espetáculo capitalista,
Em que se transformou a suposta comemoração ao nascimento de Cristo.
Não, eles não esperam pela lenda ridícula,
Travestida de barba e vermelho.
Mas aguardam ansiosamente pelo menino,
Que já contorce em dores a mãe maltrapilha,
O corpo retorcido sobre jornais,
Velado por cães e pelo pai.
E pelo Pai…
Sob um céu estrelado,
Anunciando Vida e Salvação!
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