02 de maio de 2026
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Jovem Advocacia

Direitos das trabalhadoras gestantes no ambiente profissional

A presença feminina no mercado de trabalho é uma conquista consolidada, mas ainda marcada por desafios, especialmente durante a gestação. Garantir os direitos das trabalhadoras gestantes não é apenas uma obrigação legal, mas também um passo essencial para uma sociedade mais justa e produtiva.

No Brasil, a proteção à gestante está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho e na Constituição Federal. Um dos principais direitos é a estabilidade provisória: desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Essa medida busca assegurar segurança financeira e emocional em um período delicado da vida.

Outro ponto fundamental é a licença-maternidade, que garante o afastamento remunerado de, no mínimo, 120 dias. Em alguns casos, esse período pode ser estendido para 180 dias por meio do Programa Empresa Cidadã. Durante esse tempo, a mulher tem o direito de se dedicar integralmente ao cuidado do bebê sem prejuízo de sua renda ou do vínculo empregatício.

Além disso, a legislação prevê condições adequadas de trabalho durante a gestação. Atividades consideradas insalubres ou que ofereçam riscos à saúde da mãe e do feto devem ser evitadas, com a possibilidade de realocação da funcionária para outra função. Consultas médicas e exames também devem ser liberados pela empresa, sem descontos salariais.

Após o retorno ao trabalho, a mãe ainda conta com direitos importantes, como pausas para amamentação durante a jornada. Até que o bebê complete seis meses, a trabalhadora pode usufruir de dois intervalos diários para esse fim, contribuindo para a saúde da criança e o fortalecimento do vínculo materno.

Apesar dos avanços legais, a realidade ainda apresenta obstáculos. Casos de discriminação, dificuldades de reintegração ao trabalho e falta de apoio estrutural nas empresas mostram que o cumprimento da lei nem sempre é efetivo. Muitas mulheres enfrentam pressões veladas ou deixam seus empregos por não encontrarem um ambiente acolhedor.

Nesse contexto, é fundamental que empresas, governo e sociedade atuem juntos para garantir não apenas o respeito às leis, mas a valorização da maternidade como parte da vida profissional. Promover políticas internas de apoio, como horários flexíveis e espaços adequados para amamentação, é investir no bem-estar das funcionárias e na construção de um ambiente mais humano.

Proteger a trabalhadora gestante é proteger o futuro. Trata-se de reconhecer que o desenvolvimento econômico não pode estar dissociado da dignidade e dos direitos fundamentais.

Theily Gomes é advogada inscrita na OAB/SP sob o nº 498.579, atuante na cidade de Bragança Paulista e região na área do direito trabalhista e membro da Comissão da Jovem advocacia da 16ª subseção da OAB/SP em Bragança Paulista.

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