20 de junho de 2026
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Ambiente Em Dia

“Florestas de bolso”

Na coluna de hoje, vamos falar sobre uma questão que está virando moda na cidade de São Paulo. Não estou falando da privatização dos parques urbanos, mas sim das “Florestas de Bolso”. Já são 18 implantadas.

A Floresta de Bolso é uma técnica de restauração ecológica que replica o que acontece naturalmente na Mata Atlântica. Desenvolvida pelo botânico e paisagista Ricardo Cardim, foi inspirada no Método Miyawaki, uma técnica revolucionária de reflorestamento criada pelo botânico japonês Akira Miyawaki na década de 1970. Ele permite criar miniflorestas urbanas ultradensas de 1 a 4 plantas por metro quadrado – essa alta concentração faz com que as mudas procurem pela luz solar, forçando um crescimento vertical muito acelerado de até dez vezes mais rápido e possuindo biodiversidade até 100 vezes maior do que florestas plantadas de forma convencional, com menor índice de perdas, baixo consumo de água e necessitando pouca manutenção.

Ela é projetada de forma a se manter como uma bomba de biodiversidade, assim, muitas das espécies plantadas distribuem sementes pela cidade, que hoje vive colonizada por plantas estrangeiras. Algumas espécies que costumam ser escolhidas para o plantio são: Embaúba, Fumo-Bravo, Copaíba, Açoita-cavalo, Palmito-juçara, Cambuci, Araçá, Grumixama, Ingá, Cereja-do-rio-grande, Sete-capotes, Guabiroba, Laranja-de-macaco e Pau-pólvora.

As árvores são inteligentes, comunicativas e sensíveis, carregam tecnologia de ponta, uma tal de “IA” do futuro. Podemos dizer “Inteligência Arbórea”? As raízes são o sistema nervoso central, permitindo o vai e vem de dados em seus enormes circuitos emitindo sinais elétricos e químicos, captam a energia do sol por meio da fotossíntese, um processo quântico ativado quando a luz solar atinge a clorofila. Esse pigmento verde converte a energia luminosa em energia química, transformando gás carbônico e água em glicose (alimento para toda a planta) e liberando oxigênio para a atmosfera – sendo, assim, hoje a forma mais econômica para processar energia sem geração de calor e com quase 100% de eficiência. Por isso, pesquisadores da Universidade de Toronto, Canadá estão tentando copiar esses processos quânticos de energia na fotossíntese para os circuitos dos computadores quânticos e células solares.

Isso é invisível e irrelevante para muitos, mas pelo que se tem relato, as árvores só existem aqui no planeta Terra, o que faz delas seres extraordinários que estão evoluindo aqui há 400 milhões de anos. Os pinheiros “Pinus Longaeva” são os seres vivos mais longevos do planeta – segundo datação de carbono, algumas destas árvores têm cerca de cinco mil anos. As árvores são essenciais para a vida e os ecossistemas globais, regulando o clima, a temperatura, a qualidade do ar, os regimes de chuvas e a qualidade da água. Servem de habitat e alimento para inúmeros animais, insetos e humanos, abrigando 80% da biodiversidade terrestre e cobrindo 31% do planeta, segundo a ONU. Tudo de bom!

Contudo, no momento em que o mundo passa por uma grave crise climática, poluição, destruição de florestas, expansão agrícola, crescimento desordenado das cidades e está batendo na porta um super El Niño, acredito que juntar esforços da sociedade civil, poder público e iniciativa privada para plantar “Florestas de Bolso” é prioritário para o meio ambiente e bem-estar de todos. Poderia virar moda aqui em Bragança Paulista também. Bora plantar?

Por Victor Sotorilli Vieira

 Integrante do Coletivo Socioambiental Bragança Mais

Fotos no mesmo local (antes e depois). Implantação da floresta de bolso feita pelo Botânico paisagista Ricardo Cardim do no Bosque da Batata, atrás da igreja de Pinheiros. Primeiro ano, segundo ano e terceiro ano.      Foto: Reprodução/ Instagram

Fonte : Instagram  @florestadebolso  https://www.instagram.com/p/CBEiB8cHZBY//

 Miniflorestas japonesas avançam em Kent com o método Miyawaki, priorizam solo vivo, elevam a biodiversidade urbana, reduzem custos, resistem ao vandalismo e se consolidam como solução rápida para cidades densas da Grã-Bretanha.    Foto: Divulgação

 

fonte:https://clickpetroleoegas.com.br/mini-florestas-japonesas-estao-avancam-na-gra-bretanha-crescem-dez-vezes-mais-rapido-ficam-trinta-vezes-mais-densas-abrigam-cem-vezes-mais-biodiversidade-custam-menos-btl96/

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