O que é patrimônio para você? Esse é o questionamento que a artista Lílian Amaral quer propor aos bragantinos durante as intervenções que acontecerão no final de semana, dentro do projeto Memórias Vivas Bragantinas.
A ideia de Lilian é mostrar que o protagonismo em relação ao que tem valor e ao que é esquecido é das pessoas. “Há o patrimônio humano, que surge a partir do afeto, do que a gente leva como memória e há o patrimônio edificado, construído, que conta a história da cidade. O que acontece com as coisas que vão perdendo o significado, que vão caindo no esquecimento?”, indaga.
“A gente faz história hoje. A memória é agora. Queremos que o jovem perceba que ele também é patrimônio. A função da arte contemporânea é fazer perguntas, para que possamos nos situar no presente”, analisa.
A intenção de Lílian é mobilizar e engajar as pessoas, tornando-as agentes da memória presente. “Todos vão ficando indiferentes, vão perdendo a ligação com a identidade da cidade e tudo vai se tornando igual, vão virando cidades genéricas. Precisamos ativar os lugares, criar uma resistência, dessacralizar o que é arte, trazer a produção de conhecimento para perto das pessoas, instigá-las a olhar o cotidiano”, avalia.
Para isso, no sábado, 31, a artista projetará na fachada da Casa de Cultura alguns depoimentos recolhidos durante o ano, durante as atividades do projeto Memórias Vivas Bragantinas.
No domingo, 1º, Lílian levará até a Feira do Rolo uma “barraca de memórias”, com fotografia e postais, e irá propor aos passantes que contem suas próprias memórias.
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