15 de maio de 2026
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Redescobrindo

Tempurá de cebola

Esta coluna recebe o nome “Redescobrindo” por ser, antes de tudo, um espaço para quem tem a curiosidade de saber a origem dos pratos sempre que isto for possível. E a receita de hoje é o tempurá feito com cebolas – ideia do marido – e, como tínhamos algumas cebolas bem grandes, foram ideais para testar.

O tempurá (ou tempura) é um prato clássico da culinária japonesa feito com pedaços de vegetais como cenoura, vagem, batata doce, cebola; frutos do mar ou carnes. Os ingredientes são envoltos em uma massa fina e, em seguida, fritos em óleo bem quente até ficarem dourados e crocantes. Embora seja um ícone da culinária japonesa, o tempurá foi introduzido no Japão por missionários e comerciantes portugueses no século XVI. Acredita-se que o nome venha da expressão em latim Quatuor Tempora (referente aos dias de jejum cristão onde o consumo de carne era evitado, priorizando-se peixes e vegetais) ou da própria palavra “tempero”. Muitos poderão duvidar dessas informações, pois uma tradição japonesa ter origem dos portugueses é, no mínimo, estranho, mas elas fazem sentido, especialmente pelo significado da palavra que vem do latim.

É uma receita simples e, ainda que demande um tempo para a fritura, vale a pena. Caso a cozinha esteja, como acontece em minha casa, ocupada pela família naquela conversa gostosa e petiscando alguma coisa junto da caipirinha, aconselho “esconder” os tempurás prontos para servir em quantidade, pois, do contrário, o petisco acabará antes de chegar à mesa.

INGREDIENTES

 – 1 cebola grande cortada em tiras finas de cerca de 5 mm

 – 3 colheres (sopa) de farinha de trigo

 – 3 colheres (sopa) de amido de milho

 – 1 colher (chá) de páprica doce ou defumada

 – ½ colher (chá) de sal

 – 1 colher (chá) rasa de fermento em pó

 – Água o suficiente para fazer a massa

 – Óleo suficiente para fritar por imersão em uma panela não muito grande

MODO DE PREPARO

Comece fatiando a cebola (eu fiz 5 cebolas e precisei repetir mais uma receita da massa) e reserve.

         Numa tigela, junte os ingredientes secos e misture com colher. Aos poucos e mexendo, vá colocando a água até formar um mingau espesso. (não deve ficar fino nem muito grosso para não encharcar a cebola ao fritar).

Aqueça a panela com o óleo e, num prato, coloque um punhado de cebolas. Por cima, despeje um pouco do mingau envolvendo com as mãos todas as cebolas nesse creme, tendo o cuidado de não colocar muita massa para não virar um bolinho; é só para envolver com a massa e ficar crocante. Junte uma quantia das cebolas empanadas nas mãos e vá colocando no óleo, deixando fritar sem mexer até dourar e depois doure do outro lado. Retire com escumadeira e escorra em papel antes de servir.

       Se quiser, pode servir com shoyu ou outro molho de sua preferência.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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